18/12/2015

cucurrucucu

pense numa pomba que machucou a perna (e talvez até a asa) e manca, mas ninguém se importa - pois as pombas são todas iguais e são muitas - os cachorros são mais legais e fiéis, eles dizem.

não há movimentos pela vida das pombas, adoção de pombas, ou pombas bonitinhas na internet com touquinhas de papai-noel brilhando e dando bom dia.

os velhinhos que jogam migalhas às pombas todo domingo - eles são quase odiados. Importar-se com pombas só poderia significar mesmo a iminência da morte que os puxa os cabelos pouco a pouco.

e nada disso eu digo com pena ou com protesto ou com a bandeira das pombas "salvadoras da bondade humana" - só percebo como elegemos certas criaturas para nossa vida, para nos sentirmos tão importantes nessa cadeia alimentar sentimental da qual se nutre o ego.

lembrei-me de um conhecido que cumpria pena numa instituição que trabalhei. o nome dele era Vaderly e ocasionalmente caçava pombas na rua pra vender - nunca entendi como - mas dizia que as brancas valiam mais.

Eu imaginava aquela situação e meio que ria: Um homem calvo e gordinho caçando pombas na rua em pleno 2014

uma outra passagem: em outra instituição que trabalhei, também uma escola. um professor de educação física aposentado fazia trabalhos voluntários. Ele levava no final do ano uma espingarda de chumbinho - e como este é um texto sobre as pombas, vocês podem imaginar.

e você, já parou pra pensar sobre a vida das pombas? Ignoramos tantas coisas e fingimos saber de tantas outras.

13/10/2015

Talvez primeira história real

Quando eu te encontrei naquele quadradinho de casa - um bloquinho de dormir, comer e urinar - cheio de cartelas de remédio espalhadas pela casa, vazias, cheias, começadas e abandonadas. Quando eu te encontrei lá, todo não-você, todo sem saber e pior: sem querer saber. Quando isso aconteceu, eu quis te gritar a vida, as coisas, as crianças que passam de bicicleta lá embaixo e os animais e o mundo que continua incansável. Quis te sacudir e te bater, como quem esbofeteia para acordar do sonho mal dormido, como quem chama de volta do transe.

Quando eu te olhei assim eu quis virar o olhar, eu quis falar que não, que logo passa, que era besteira, que não ia ser nada. Eu quis virar o olhar por que tive medo de me ver também ali; de você fazer sentido dentro dessa coisa terrível que habitou sua alma, que arrancou todo o brilho dos seus olhos, que comeu como traça as coisinhas que você zombava nos fazendo rir; que você fazia no sábado de manhã junto com seu tênis de caminhada. Esse parasita silencioso que te arrebatou de você mesmo - e fez o seu chuveiro ficar seco com um pó de deserto, sua pia quase rachada de seca e fungos vivendo na geladeira - esse parasita que, num consultório frio e branco, chamaram de depressão.

16/09/2015

Percebi que sou um construtor. Por isso o interesse constante nos martelos, serras, trenas, parafusos e chaves que eu passo olhando pelas lojas, me fascinando. Compro várias ferramentas, mas uso-as pouco. Gosto de tê-las comigo - pseudo-construtor é o que sou, ou "de boutique", como queira.

Eis que a vida me jogou no caminho dos livros e suas letras e as mãos ficaram ociosas. Percebi o quanto é difícil me satisfazer com o pensamento ideológico, com a filosofia e sua vaporosa aura. Taurino, é bem verdade que sou, mas será por isso essa eterna busca por concretudes e construções?

Imploro para que os parafusos afrouxem, para que a bicicleta quebre e que me peçam para consertar, remendar, lixar, pintar, por, tirar. Preciso disso, como Aureliano na chuva de quatro anos, onze mezes e dois dias em "Cem Anos de Solidão". 

13/08/2015

Crônicas de Alface


         Plantei uma alface. Uma só, bem no meio da terra poeirenta e esquecida do quintal. Sol e chuva, ela cresceu grande e forte. Tão mais viva do que as amareladas do mercado! Até fiquei com dó. Arrancá-la dali seria arrancar a pontinha de esperança de algo mudar no mundo. No mundo de um quintal, pelo menos. Tirar o ponto verde do mar de poeira seria admitir a derrota certa e irreversível da natureza. Então ela cresce, cresce e cresce. 

         Até onde, meu Deus? Até onde vai essa alface? Acontece que após meses fiquei pasmo. Reação digna de quem cresceu na megalópole. Vi que do meio da alface despontou um caule firme e reto como uma árvore. Dele ramificaram-se dezenas de flores amarelinhas muito delicadas e sem graça. Bobas e ofuscadas, ficaram sendo as mais lindas que já vi. Eu havia sido privado da totalidade de uma alface durante toda a minha vida; percebi que eu não sabia de nada e nunca soube.

         Quem diria que depois de tanto nesta vida eu, já tão amassado pelos martelos da conformidade, teria que lidar com isso; flores de alface. Contei pra todo mundo que conheço, tirei muitas fotos iguais, mas ninguém pareceu realmente entender a proporção dessa descoberta. Flores de alface, meu leitor urbano. Pense nisso.

28/06/2015

Donos de Pixels

Escrever num mundo onde um sentimento não vale mais que 140 caracteres, onde você é uma aba no meio de infinitas outras abas. Tudo já foi exposto, tudo já foi dito, tudo já foi mostrado e explicado com qualidade HD, tudo já está na Wikipedia, tudo. 

Porra. Como é difícil escrever aqui - como é doloroso saber que realmente estamos sozinhos - uns com outros, em rede, mas terrivelmente sozinhos. 

Tem o cara que compra uma máquina de escrever; tem o cara que escreve de caneta no caderno - atos de desespero, nada mais que isso. Tentamos - eu confesso que também tento - voltar a um lugar, a um tempo onde nada era assim tão solúvel e rápido. Nada de fibra ótica, de megas de velocidade. Uma esfera de vida onde existia novidade, onde tudo era bruto, puro e causava espanto. 

Até falar sobre a rapidez e plasticidade da vida – como faço aqui, agora - já se tornou um clichê irreparável, chato e conservador. Nos restará alguma poesia senão a poesia de um museu de cera?

Vocês aqui deste grupo-escrevedor, donos destes bytes, caracteres, perfis, sites e pixels: Vocês são todos lunáticos!

e isso é lindo.

22/06/2015

Porvires

medo de acordar com uma meia só no pé
medo de esquecer o guarda chuva
medo de não ter papel higiênico
medo de perder o ônibus
medo de estar tão corajoso - pela primeira vez

medo de pensar tanto e saber e ver e concluir,
mas não saber o que fazer então

medo da pedrada inevitável, do dia inevitável;
(a chamada da enfermeira para a injeção quando eu era pequeno)
medo da minha vez; do dia que sempre chega pra todos
e que todo mundo sabe o que esse dia é, pois todos já pensaram nele antes de dormir.

viver na inevitável sensação de porvir
do que vai acontecer - ou do que não vai
e assim paramos pra olhar, paralisados
e então se passam 100 anos
e tudo aconteceu,

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mas nem estávamos lá.

17/06/2015

Bandeja das Verdades

com a bandeja das verdades em mãos - as verdades de tudo que eu sou e mais (e ainda pior): tudo aquilo que eu não fui - eu vou descendo ruas muito estreitas e muitas

subo escadas mal acabadas de degraus desiguais. Vou tentando não derrubar nada pelo caminho, como tanta coisa que já deixei
ao chão

Agarro-me às verdades; as duras verdades ditas e dadas levemente, como fossem lindas crianças - carregando fuzis.
Agarro-me, como todos os outros do mundo todo, às verdades - e quando me dou conta, quando já percorri tudo que era caminho,
quando já cheguei, esfarrapado, ao mar, me dou por perdido.

olho para as mãos e vejo - para o espanto de quem carregava bela bandeja - entre os dedos e escorrendo manga adentro,

um belo punhado de lama.

19/05/2015

Uma prece também é sonho

Que o sonho
- o sonho que a gente fantasia até mesmo acordado -
não seja o moinho-do-mundo que a todos rói.
(o qual Cartola nos avisou e
Chico falou que era uma Roda e
Drummond também deve ter dito algo assim.)

16/03/2015

Ainda sobre as concretudes e outros materiais

A habilidade de construir coisas que não podemos carregar, manter e suportar é essencialmente humana. Evocamos universos inteiros que, cedo ou tarde, irão nos atirar ao vácuo; irão pesar 15 toneladas por passo na vida.

Talvez sobre isso que Drummond pensava quando, tão suave, escreveu: "sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso/num só peito de homem…sem que ele estale."

A busca pela concretude pode nos afetar a coluna, pode nos desgastar os joelhos. O mundo concreto que queremos não existe (e nem vai), mas o criamos e recriamos com a tentativa inútil de ter algum controle, de ter uma âncora sólida num mundo de mar mole, líquido e lindo. Que prepotência a nossa!

05/02/2015

Do Plástico e suas Aplicações

Por mais que o plástico seja tão julgado e condenado - por mais que se aponte o dedo à moleza e adaptabilidade das pessoas que são flexíveis como tampinhas de tupperware - o plástico da nossa vida é o que nos mantém em pé. 

Um peito de gente tem que ter a moleza decisiva do cano de PVC esquentado pelo pedreiro para dar conectividade num encanamento. Um peito de gente estouraria se fossem usadas (somente) as leis do Aço. 

Se te gritam “Volúvel! Falso! Incoerente!” vai ser um prazer digno de piscina-de-bolinha responder com um sorriso de incerta plasticidade, o sorriso paralisado e tranquilo de um boneco de silicone que é reciclado tantas e tantas vezes que já foi garrafa pet, camisinha e pneu. É isso que somos: um aglomerado plástico super adaptável que estica sem estourar – na maior parte das vezes. 

Que coisa pesarosa as certezas feitas de cimento, ideologias de cimento – cus de concreto e testas de ferro. Por isso amo o plástico e admito minha mentira, minha falha constante – e sorrio quando eu próprio me desmascaro e me saboto. 

 A gente sempre derrete nos calores industriais da vida.

28/12/2014

Do Aço e suas Implicações


Um tratado, um estudo, uma resenha, no mínimo, sobre a importância das rimas poéticas com "aço" é o mínimo para se viver uma vida de pseudo-escritor. 

Aço é uma puta palavra que designa todo conjunto de nervos de alguém que more em uma cidade onde se mata como se toma um sorvete. 

Aço é aço e contra aço só fogo - e fogo dos bons. Não tem calma não, não tem jeitinho, não tem paciência não - aço é cortante, aço pode matar, cegar, aleijar - mas também constrói e transforma. Sei que esse clichê da dualidade das coisas está há muito já passado, eu sei, mas o que eu tô tentando dizer é:

as vezes tem que ser aço e não abraço, nem laço, nem traço. 

É só aço que faço e só aço que rezo quando o compasso descompassa - e isso não passa assim não, essa situação que exige ação; que nem papel, o aço não dobra não. Não é rima de amor com dor, não é poema nem palavra, aço é ação, aço é foda, é foda mesmo.

21/10/2014

Outros Deuses

E você vem me falar que tinha um cabelo no seu hambúrguer?
Eu venerei a dúvida e outros Deuses piores que a dúvida.
Eu, produto de uma soma torta, de uma equação sem raízes, eu gritei: A vida é uma provocação! PRO-VO-CA-ÇÃO.
Eu, moldado por uma visão imperfeita: sequestrado por um olho que não enxerga e por outro que insiste em enxergar, mas dá trabalho; um olho único que venera também a dúvida de funcionar, que tem medo de levar pedrada - seja física ou imaginada.
Eu mesmo, Felipe Celline. Eu fui lá e tirei fotos, eu fui lá e olhei tudo o que tinha pra olhar, escrever tudo o que tinha que escrever e o que não tinha... eu inventei! "Vidi Vini Vinci" é o caralho. Eu quero vencer sem ver nada. Eu quero passar a mão na vida. Quero tocar, bem pertinho, a vida.

Eu quero é comer o cabelo, o hambúrguer e a borda da mesa! Quero morder uma rua inteira;
quero lamber vidas inteiras de uma vez só.

14/10/2014

Antropocertos

Sempre eles e nós. Nós nunca somos eles, ai de nós! A gente se divide: são as pessoas do outro trem, da outra rua, de outro estado. São sempre eles, eles! e nunca nós. São os viados, as putas, os travecos, os caipirias, os negros, as mulheres, os favelados, os vagabundos, os bêbados, os loucos, as mal comidas, os mal amados, é falta de sexo, é nariz empinado, é feito de trouxa, é burro, é inteligente mas tem bafo, é imoral, é vil, é depressivo, é triste, é meio assim estranho - sempre os outros, sempre eles. Nós não.
Não se mistura assim, a gente pensa - não se faz isso, tem que tomar cuidado pois ser corrompido é fácil. Somos diferentes e não somos aquilo; somos outra coisa (coisa... sim, outra coisa). Acontece que uma hora nós viramos um eu-sozinho - depois de tanta particularidade e tanto diagnóstico da vida. Seguimos as prescrições certinho. Depois de tanta regra criada para uma amizade, um romance, um emprego, uma família, uma saída ao milk-shake para conversar! Que grandes muros são esses que construimos diariamente! Ora, que é a vida, ein? E mais: Que é o medo da vida.
Então pergunto e tento: Grandes reis sempre são mostrados dentro de castelos murados e protegidos em tronos maciços. Tudo tão sólido! Por que acreditamos ser reis na vida - príncipes, tantas vezes? Não temos tijolos, muros ou pontes levadiças. Olho para minhas mãos e vejo só um punhadinho de areia e as pessoas que me cercam também: Tentando conter nas mãos a areia tão seca e esvoaçante.
O que um rei poderia fazer com um punhado de areia? Imagina que desesperador para homem tão nobre: Castelinhos de areia , para usar a metáfora tão clichê dos castelos de areia destruídos - coisa que não me preocupa usar mais num texto ou numa vida (tanto faz), pois, ao perceber o quão incerto é o meu punhadinho de areia já não me preocupo com a erudição textual, gramatical e seja lá o que for. Não consigo mais ser sério em algo sem me achar tolo.
andarilho da vida - príncipe jamais de novo.

05/07/2014

O Mar do Mundo

Eu sou só alguém, viu. Algas no mar de algo
e os peixes - pretensos peixes -  tem fome.

28/06/2014

Depois de ler tantos conselhos na linha de tempo do facebook - vindos de gatos, bebês e pessoas andando na chuva (em fotos preto e branco) - eu quis escrever um poema, mas não consegui. 
Me senti preparado demais para a vida.

13/05/2014

Ficou uns dez segundos tentando achar a menina de cabelos compridos dentro daqueles olhos preguiçosos. A mente voa lá para os dezepoucos anos. Volta tão rápido que é de se assustar: na sua frente uma mulher inteira mesmo, com roupas e cheiro e trabalho de mulher. Ela fica encarando os olhos dele brilhando molhados “– Êee, que que você vai chorar agora, ein menino?”

Ele, sempre tão barbudo, sempre tão escondido atrás de grossos óculos, demorava muito tempo para dar conta da passagem do tempo. Contava nos dedos da mente e ia lembrando distraído de um dia e outro. Como podia aquela menina ter virado uma mulher assim “plop”!? “- É que eu lembrei, dona menina, de um dia que você me beijou a mão na porta da escola.”

Ela ria tão descarada e sincera – igualzinho sua irmãzinha pequena. Não era fazendo troça, mas era rindo do mundo. Estava dentro de uma roupa que era sempre cheirosa e apontava com o indicador para os cabelinhos que desciam de suas costeletas, ainda rindo: “-Dá um cheiro aqui, ó.”

Ela tinha um rosto de menina arteira, com sobrancelhas hiperativas e afiadas. Era linda quando sorria um sorriso escancarado de incontáveis dentes brancos – e mais linda ainda quando estava séria e concentrada em algo ou sendo muito brava. Com uma pele cheia de pintinhas, as pernas compridas e bem feitas eram um convite para andar pela vida. Dava de teimar com a vida às vezes “-Tô desanimada com tudo, sei lá.”, mas ria se achando esquisita depois.

Ele, que se achava tão de extremos, de ferro e de fogo, de fortes (e pretensas) opiniões e palavras, ficava iluminado pelo exemplo de não levar a vida toda sempre a sério – de não triturar a vida nos moinhos do pensamento de novo e de novo. A simplicidade da vida o ganhou, juntamente com os pés sempre tão frescos e de unhas pintadas. 

09/05/2014

Depois de alguns meses trancado em casa devido a um repouso pós-cirúrgico, eu quis sair para ver o mundo outra vez.

Fiquei extremamente ansioso no dia em que o médico me liberou e a primeira coisa que fiz foi subir minha quieta rua sem saída. Percebo então, ao dobrar a esquina, que o mundo continuava lá, inabalável e excessivamente mundo. Os senhores do boteco ainda jogavam dominó e as pessoas dentro dos carros ainda ficavam estranhamente egoístas às dezoito horas – “horário de pico”.

Então eu voltei pra casa e não consegui entender mais nada.

17/04/2014

Duzentos Quilos de Mundo

Naqueles tempos a vida era mais simplória - não uso a palavra "simples" pois era de fato complexa, mas os desejos eram mais bobos. A gente queria tocar violão nos sábados e mostrar as músicas que aprendemos na semana, jogar video-game e andar pelo supermercado fazendo piada de tudo.
Então depois de uns dez anos nós crescemos e, sendo adultos, os desejos ficaram maliciosos e pervertidos. Passamos a querer o mundo nas nossas mãos, mas quase sempre ele escapa e fica bem em cima de nossas costas, o que nos rende grandes dores.
 São assim então as grandes aventuras e ambições da vida adulta? Carregar duzentos quilos de mundo todo dia. duzentos quilos de terra, aliás, pois não há um traço humano ou vivo em nossos mundinhos de lama. Ninguém nos contou essa parte do trabalho inútil, da hora-extra, das obrigações inadiáveis para com os almoços de domingo.

13/04/2014

Já fui escombro no mundo e poeira nos cantinhos da vida.
Peguei cada caquinho de mim mesmo no chão e me reconstruí como quimera de sorrisos fáceis e vida normal. Permaneci rachado como vaso quebrado de avó, mas bem colado; compacto.

27/01/2014

Os Couros

Fez um sol tão forte que os couros do fazedor de tambor estouraram de tão esticados. O samba dos pandeiros ficou mais rápido e os atabaques só podiam tocar Barra-Vento. Zé Amarildo foi obrigado a colocar graxa nos ganchos de sua rede. Ninguém foi pra roça por dois meses - e quem foi, por lá ficou, feito árvore de Cerrado dos desenhos que aparecem nos livros de Guimarães Rosa.