aviso

ironicamente neste espaço público existe o mais sórdido, o mais íntimo e o mais verdadeiro de mim e tudo quanto foi extraído

frequentemente usei palavras que não entendo, imitei escritores e escritas: forçadamente rebuscado ou forçadamente não-rebuscado

nunca encontrei verdade, mas ainda assim fui real: escrevi com a vontade dura e inegável do caroço do abacate

18/03/2011

A Rua Lá Fora

As esquinas, azar e sorte, cheiro do prato comercial dos bares, crianças com olhos curiosos indo à escola em uniformes quentinhos, senhores de chapéu lendo jornal nas praças, mulheres correndo nos parques, céu e frio confortáveis.

Se começa a chover guarda-chuvas se abrem como poesia em papel e poderá ver sapatos e cabelos correndo ao abrigo do toldo vermelho da loja de doces.

E você aqui, lendo
eu escrevendo
e a vida lá fora.

4 comentários:

  1. o toldo vermelho da loja de doces...

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  2. 'Há tanta vida lá fora'!
    Gostei, estou te seguindo =)

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  3. Cotiano`às vezes se encontram...

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  4. Me deu uma sensação muito suave ler esse texto, Felipe. Gostei dela. :)

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