aviso

ironicamente neste espaço público existe o mais sórdido, o mais íntimo e o mais verdadeiro de mim e tudo quanto foi extraído

frequentemente usei palavras que não entendo, imitei escritores e escritas: forçadamente rebuscado ou forçadamente não-rebuscado

nunca encontrei verdade, mas ainda assim fui real: escrevi com a vontade dura e inegável do caroço do abacate

30/12/2010

Poema Bobo

Vem cá! vem sim,
que eu te enrosco em mim,
que eu dou um nó com meu pé no seu
que eu te falo feito homem louco de sede: Vem cá!

Que eu te pego pelos cabelos
que a gente se afoga em beijos
que a gente naufraga nas horas
que a gente troca exageros
E eu até te escrevo um poema banal
com as rimas mais tolas
e jogo uma flor no seu quintal

Que você me fale absurdos:
que nem sente saudades
que a gente não dá
mas vem;
Vem cá!