aviso

ironicamente neste espaço público existe o mais sórdido, o mais íntimo e o mais verdadeiro de mim e tudo quanto foi extraído

frequentemente usei palavras que não entendo, imitei escritores e escritas: forçadamente rebuscado ou forçadamente não-rebuscado

nunca encontrei verdade, mas ainda assim fui real: escrevi com a vontade dura e inegável do caroço do abacate

02/05/2013

O Quase e o Nem Isso

Eu sou o quase-escritor de pessoas-mais-ou-menos, que vivem em cantinhos de Mundo, trabalham em pedacinhos de empregos e fazem semi-coisas felizes.
Eu quero cantar o dia que não veio e o futuro que não foi, mas podia. Quero versar sobre os abandonados de passado, os carentes de agora; esses tipos assim meio vice-e-versa, meio tic-tac que não pára.
Eu, eu, eu. Sempre eu. Todo parágrafo desse quase-texto até aqui suportou meus “eu’s”. Me perdoa. Perdoa o Eu. A gente não quis passar má impressão. Retifico: Vou escrever tudo aquilo que não fui, que não vim, que não fiz. Serei o eu-não, pelo menos aqui nessas letrinhas
ou talvez nem isso, com sorte.

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