05/09/2017

O dia em que eu tomei uma sarrada mental

Quantos são os afetados por esse ideal de vida feliz fixado em nossas retinas. Enquanto escrevo essas letrinhas, milhares de sorvetes derretem no Instagram. A mãe de um amigo sempre dizia que de nada valia uma frase fora de contexto, isolada. Uma imagem, também fora de contexto, vale?
É muito fácil falar sobre a alienação, sobre pressões sociais. Todo mundo faz isso toda hora. O que me dá nos nervos é pensar: POR QUE DIABOS continuamos fazendo as coisas que nos fazem infelizes quando sabemos de cor e salteado as coisas que nos fariam bem? Essa pergunta sempre me pegou.

Recentemente vi uma palestra motivacional dessas bem duvidosas para empresários e empreendedores. Juro que foi por acidente, não pense que caí já em tão fundo poço. Por ironia da vida e para minar minha pronta arrogância, o palestrante versava justamente sobre essa questão última, dizendo que fora ela o questionamento que Freud trabalhava pouco antes de morrer, sem obter nenhuma perspectiva de resposta plausível.

Na hora eu quis pensar algo útil e proveitoso, já que vinha matutando sobre este padrão da vida, vendo isso se repetir e experimentando isso há anos. Mas não! Só pude pensar uma coisa que me fez rir feito bobo: Se Freud morreu sem saber, eu estou bem fodido.

Um comentário:

  1. Vou pegar um micro fragmento do q vc disse e falar a respeito sobre:
    Produtividade pra mim é fazer o q nos faz feliz. Ler, escrever, pintar, costurar...coisas palpáveis que depois podemos ver os resultados.
    Eu tenho buscado com afinco mas confesso q me perco no processo.
    Tenho a impressão que as coisas q faço não são nada se ninguém as vê. Perturbante.
    Se apenas nos vemos no reflexo de quem nos vê, fica medonho observar a amplitude disso nos dias de hoje com a internet.

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